Este Kablog não esteve de férias. Ele decretou
moratória mesmo, e agora anuncia sua falência.
Como em todo final de qualquer coisa, um breve
balanço antes de cair:
- possíveis 8 leitores conquistados, dos quais
conheço dois pessoalmente.
- nenhuma citação - graças a Deus - na coluna social.
- nenhuma citação - em qualquer dos lados,
também graças ao divino - no Piores Blogs.
- nenhuma citação em jornais (o que tem pontos
bons e ruins).
- uma citação negativa (ou pejorativa, ou como
preferir) no MarioAV, que vivia dizendo que
"gostava" do Kablog.
- nenhuma citação na Cora, por conta do
correcionismo político da mesma (não contido
aqui, claro), que só permite citar o que é "bonitinho",
"simpatiquinho" e "amiguinho" - impressionante
como reina isso num país em que a merda come
solta e todo mundo acha feio reclamar.
- nenhuma citação no Zeitgeist, apesar da simpatia
entre blogs, da referência constante por parte deste
aqui e da troca de e-mails durante algum período.
- duas citações do (finado) Pachamama.
- algumas citações no (finado) Liliwhatever (com
direito a link permanente - brigadão pelo voto, Lili).
- uma citação no (finado) Ultrablog.
- duas (acho) citações na Ca Mam Wong.
- nenhum esforço em parecer "bonitinho, porém
inócuo", como a grande maioria.
- nenhum esforço em aparecer em ferramentas de
busca - e, por alguma razão, aparece assim mesmo.
Já existe um novo blog à solta, mas o endereço... who cares?
Não aprendi muito lendo; aprendi fazendo e vendo
fazer. Uma coisa ficou como principal; já acreditava
nela, mas a experiência reforçou de um jeito inegável:
um blog é feito de palavras. Os gestos, os atos,
as atitudes - tudo isso continua valendo muito mais,
antes fora, hoje também dentro da Internet.
Chamem do que quiser - "atos valem mais que
palavras", "contra fatos não há argumentos",
"a falsidade é uma merda", o diabo. O estilo
naïf-punk de raiz de fazer blog é uma utopia infeliz.
Então, prego até o fim (livre interpretação):
o mau-humor e a cara fechada são o caminho
contra a babaquice alegrinha e sorridente
que te come pelas beiradas.
Para o mainstream blogueiro, eternamente
sem consciência do próprio "apartheidismo",
(e negando!) que se exploda.
***
Com o fim deste blog, muita gente (sei disso por
alguma estatística e porque, bem, vivo no brasil)
ficou sem saber: que raio de nome é esse?
Há muito tempo, tentei arrumar um jeito de pôr
uma imagem aqui do lado, com um texto pequeno,
simpático, exatamente com a intenção de
explicar. Vai o texto (porque a imagem num teve
jeito mesmo...):
"Muita gente se lembra do desenho de Pepe Legal,
(no original, Quick Draw McGraw), um cavalinho
branco que vivia no velho-oeste americano, ao lado
do burrinho mexicano Babalú (Baba Looey).
No desenho, produzido pela Hanna-Barbera entre
1959 e 1966 (realmente é bem mais velho do que
eu pensava), os dois eram delegado e assistente
em alguma cidade não identificada.
Quando a barra pesava, Pepe disfarçava-se de
El Kabong, o violeiro justiceiro e sedutor que vencia
os bandidos dando uma porrada com o violão: daí o
nome "kabong" - o som era engraçadíssimo."
Eu tinha até o arquivinho de som...
